sexta-feira, 4 de março de 2016

O Mito do Lobisomem - Aspectos Gerais


1 - Introdução:
Escrever uma matéria sobre lobisomens não é uma tarefa simples, pelo contrário, constitui-se uma empreitada que exige tempo e uma busca bibliográfica bem selecionada, já que existem textos aos montes e nem todos baseiam-se em informações historicamente sólidas. O mito do homem que se transforma em lobo aparece em quase todo o globo, partindo desde as culturas da antiguidade europeia, atravessando as terras asiáticas e até mesmo os oceanos, chegando ao Novo Mundo na bagagem cultural dos exploradores europeus através de uma nítida herança medieval. É complicado, portanto, estabelecer uma linha histórica sobre tal criatura, não se pretende no presente texto esgotar os assuntos referentes ao tema, mas apresentar uma síntese de informações adquiridas em um bom levantamento bibliográfico, objetivando, essencialmente, um caráter introdutório.

Como já foi dito, o lobisomem é uma criatura abordada em lendas do mundo inteiro, sendo notável nuances em escalas nacionais, regionais e até mesmo locais. Desta forma, tentar-se-á discutir aqui os principais aspectos do mito, suas possíveis origens, influências e como este chegou até nós, em pleno século XXI.

2 - Aspectos Gerais:
A palavra lobisomem, como a própria grafia indica, surge da união entre os substantivos homem e lobo, sendo assim a denominação dada àquele indivíduo que por alguma razão transforma-se em, comporta-se como ou acredita-se ser um lobo. Dentre suas várias características, o lobisomem é, em geral, marcado pela perda de consciência humana e uma fome insaciável por carne e uma sede incontrolável por sangue, o que faz dele um verdadeiro assassino, praticante do repugnante ato do canibalismo.



À doença, distúrbio ou maldição que transforma o indivíduo em lobo, deu-se o nome de Licantropia, palavra esta que está associada a Licaon, um personagem da mitologia grega que foi transformado em lobo e que será melhor discutido no tópico a seguir. Contudo, a palavra não restringiu-se somente à transformação lupina, mas também a outros tipos de metamorfose animalesca.

Com base nisso, pode-se dizer, simplificadamente, que o lobisomem é o fruto do hibridismo entre um homem e um lobo, apresentando na maioria de suas representações, carácteres de ambas as espécies. Sendo assim, é perceptível no mesmo grandes garras, dentes pontiagudos, intercalação entre quadrupedalismo e bipedalismo, pelos corporais proeminentes e fartos, uivos e uma gama de aspectos fisiológicos que nos traz à mente as feições humanas misturadas às caninas.



3 - Origem da Lenda:
Inicialmente vamos falar um pouco da Lenda de Licaon que teoricamente dá origem aos mitos de lobisomens, haja vista ser uma das mais antigas. Licaon era um rei que viveu na Grécia Antiga que governava as terras egeias de Licânia, sendo pai de 50 crianças e tendo várias esposas. Suas terras eram as mais afortunadas da região e eram visitadas continuamente por deuses, sendo os mais frequentes Apolo e Atenas. Certo dia Zeus e Hera, disfarçados de mortais, viajavam pela Grécia até que passaram por Licânia e lá pediram abrigo ao seu soberano. Generoso e bondoso Licaon os concederam o pedido.


Licaon sendo transformado em Lobo

Os filhos de Licaon, desconfiados dos hóspedes, achando que eles não eram mortais e sim mentirosos, procuraram pela cidade uma criança, mataram-na e serviram sua carne no banquete aos deuses. Há duas versões para essa cena, uma das lendas diz que a criança era um dos filhos de Zeus com uma ninfa, outra conta que Hera, vingativamente, induziu a morte do filho de Arcádia, uma amante de Zeus.

Zeus então ficou sabendo rapidamente do que houve e tomado pela fúria amaldiçoou os 50 filhos de Licaon, transformando-os em lobos assim como Licaon. A partir daí, como já foi retrocitado, o nome Licantropia, atribuído à doença ou distúrbio, tem origem no nome de Licaon.


No mundo romano, não há uma lenda envolvendo metamorfoses de homens em lobos, a não ser os próprios mitos gregos que os romanos herdaram. No entanto, existe a velha lenda de Rômulo e Remo, os gêmeos que foram alimentados por Luperca, uma loba que cuida dos meninos como se fossem seus filhotes.

Por conta de uma limitação bibliográfica, não iremos avançar para as versões asiáticas do mito, porém devemos ter em mente o quão importante o lobo, como animal, foi para as antigas culturas. O temor pelo Canis Lupus espalhou-se por quase todas as regiões onde a espécie habitou. Sua capacidade de viver em bandos e caçar animais grandes trouxe aos humanos e seus rebanhos de animais domésticos grandes perdas. Era comum ouvir durante as noites o uivar de uma alcateia e no dia seguinte encontrar algumas cabras mortas ou mesmo não encontrar um número menor de animais. Em alguns casos não tão copiosos, humanos também eram atacados. Foi assim, aos poucos, causando problemas para as comunidades humanas que o lobo adquiriu um caráter maléfico ou mesmo demoníaco, repleno de maldade e crueldade. Basta atentar-se um pouco para os contos de fadas de origem medieval, repare que o vilão da história sempre é o lobo, vide os bons e velhos contos de "A Chapeuzinho Vermelho", "Os Três Porquinhos", entre dezenas de outros. Mas antes de chegar aos dias de hoje temos que falar da versão licantrópica que foi cultivada na Idade Média.
Lobo árabe em postura e expressão facial defensiva
Primeiramente devemos nos lembrar que a era medieval era marcada pela forte religiosidade cristã, dominada pela Igreja Apostólica Romana. Neste período, em que a sociedade era quase que totalmente rural, analfabeta e com baixíssima instrução, o misticismo tomava conta e o medo pelos elementos das antigas crenças pagãs que foram endemoniados pela igreja, tornando-se sinônimo do mal, da servência ao diabo.

Neste contexto, surgem as tradicionais bruxas, mulheres malignas, praticantes das antigas religiões pagãs e da tão terrível magia negra. A elas eram atribuídas o pacto com o demônio que, por sua vez, as conferia poderes. Sendo assim, as bruxas praticavam a mais vis maldições, dentre elas a licantropia: amaldiçoavam seus amantes ou homens que as fizessem mal, transformando-os em aberrações metade lobo e metade homem. Nessas lendas a maldição ocorria nas noites de lua cheia e os lobisomens só infectavam outros homens, mulheres eram imunes, mesmo por que a maldição era considerada uma prática tipicamente feminina. Neste aspecto, não faria sentido se mulheres fossem afetadas por algo que elas criaram para se vingar dos homens. Tais monstros também não podiam ter filhos pelo fato de não terem mulheres na espécie e por serem inférteis.

Uma lenda mais atual e bem detalhada dos lobisomens vem do interior da Alemanha por volta de 1591, mais corretamente das cidades de Colongne e Bedburg. Tal fato se dava pelo fato das pessoas ainda temerem os lobos, evitando até mesmo viagens longas de uma cidade para outra. Nesta época é relatado que era corriqueiro encontrar membros humanos retalhados e espalhados por florestas, ruas e estradas.

A primeira lenda de lobisomens registrada remete ao caso de Peter Stubbe. Numa noite de caçada, moradores buscavam acabar com os lobos da região que atormentavam suas vidas, ao encurralarem um dos lobos atingiram-no com lanças e arpões. Porém o animal não fugiu e começou a se transformar em um homem. Esse homem era Peter Stubbe. Os aldeões conheciam Stubbe e o levaram para um julgamento, sendo este torturado e declarou ter realizado 16 assassinatos compreendendo 2 mulheres grávidas e 13 crianças. Segundo ele isso começou quando fez um pacto com o Demônio. Mais tarde com a ajuda de um cinturão mágico passou a matar as pessoas, tanto reais quanto imaginárias. Posteriormente ganhou poderes e transformava-se em lobo realizando crimes ainda mais cruéis. Após condenado Peter teve sua pele arrancada, braços e pernas quebrados e finalmente foi decapitado. Sua lenda se espalhou pelo mundo, sendo talvez a primeira lenda registrada de licantropia.


Gravura que descreve a execução de Peter Stumpp em Colongne, em 1589.
4 - Cientificamente:
Para a ciência a licantropia seria uma doença real (do grego lykánthropos (λυκάνθρωπος): λύκος, lýkos ("lobo") + άνθρωπος, ánthrōpos ("homem") que deu origem à lenda do lobisomem como conhecemos hoje. As vítimas dessa doença agem como se fossem lobos e acreditam que os são. No entanto, tal doença não gera qualquer tipo de distúrbio físico, somente o mental, isto é, a pessoa somente crê que é um lobisomem, mas jamais se transforma em um.

Existe também uma segunda explicação que remete ao período medieval, mais precisamente na dieta de aldeões que consistia basicamente em pão, podendo estes estar infectados por um fungo chamado Ergot. Este fungo possuía alcaloides quimicamente relacionados com Ácido Lisérgico vulgarmente conhecido como LSD. Tal substância causava alucinações fortíssimas, mudanças de humor, perda da percepção do espaço e tempo, perda de autocontrole e surtos de agressividade. Este fenômeno insinua, que, as alucinações causadas por essa droga sejam a origem dos mitos sobre lobisomens.

Outra teoria assinala doenças como a raiva e a porphyria como possíveis causas da “licantropia mental”. Na primeira, um vírus que é transmitido pela mordida de animais como cães, lobos e morcegos ataca o sistema nervoso gerando euforia descontrolada, contrações dos músculos do pescoço e maxilar impedindo a vitima de beber água, daí o segundo nome da doença: Hidrofobia. O infectado morre em cerca de 5 dias após adquirir a doença.

Já a porphyria é marcada por apresentar algumas características muito semelhantes àquelas mencionadas nos casos de licantropia. Ela leva a vítima a ter sensibilidade à luz, fazendo-a preferir locais escuros e andar a noite (fotossensibilidade). Além disso, a pele passa a perder sua cor natural ficando com uma aparência doentia. Outra característica marcante é a vermelhidão dos dentes e unhas do infectado devido ao acumulo de um constituinte da hemoglobina do sangue. Tal doença, além de tudo, vem escoltada por uma gama de alucinações e delírios.


Licantropia por William Blake
5 - Tipos de Licantropia:
Como vimos nos tópicos anteriores, o lobisomens apresentam-se nas estórias das mais diversas formas. Desta forma, dividiu-se o fenômeno da licantropia em três tipos básicos:

Lobisomem Natural ou Verdadeiro:
A licantropia natural ou verdadeira é aquela que se refere ao homem que nasceu lobisomem ou foi transformado por motivos genéticos ou se voluntariou em algum ritual. É muito comum na Idade Média. Tal licantropo é tido como detentor de autocontrole sobre sua transformação e tem consciência de seus atos quando na forma de lobo.


O homem que já nasce lobisomem é chamado de filho de Licaon (descendência com o rei grego), já aqueles que se transformam em através de rituais e pactos demoníacos são chamados de Lobisomens Ritualísticos. A única diferença entre esses dois tipos é que o último possui uma certa fragilidade à símbolos religiosos. Vale lembrar que aqueles que já nascem lobisomens só terão sua “doença” despertada na puberdade.

Este tipo de lobisomem necessita se alimentar de carne fresca pelo menos uma vez por dia, ou perdem o controle de seus “poderes” e podem ficar descontrolados atacando qualquer pessoa, inclusive seus familiares e amigos. Além disso, podem acabar se transformando em lobo para sempre. Nesse tipo de licantropia tanto homem quanto mulheres se transformam em lobos. Sendo ainda frágeis a prata (não é explicado o porque de tal fragilidade).

Algumas plantas místicas como a Beladona, Wolfsbane e a Barreira das Rosas Vermelhas não surtem efeito com filhos de Licaon, mas são úteis contra Ritualísticos, pois causam danos a estes quando as tocam ou ingerem. No caso das barreiras de roseiras, os ritualísticos assim como qualquer criatura demoníaca, não conseguem ultrapassá-las; por isso são comuns em algumas cidades pequenas e vilarejos casas cercadas por roseiras vermelhas.


Os Lobisomens Verdadeiros e Ritualísticos adquirem apenas três formas: Humano (Hominídeo), Lobisomem (Glabro) e Lobo (Lupino), mas pode se demudar quando quiser (não estando restritos às noites de luz cheia).

Beladona
Lobisomem Infectado:
Seria aquele que se transforma a partir da mordida ou arranhão de um lobisomem verdadeiro. Esse tipo por sua vez não possui controle algum de suas transformações que ocorrem nas noites de lua cheia. Além disso, não possui lembranças de seus atos quando metamorfoseado. Geralmente é encontrado com roupas rasgadas e desmaiado por vários locais. Só possui duas formas Hominídeo e Lobisomem, sendo desprovido da transformação em lobo.

Quando transformados seu primeiro anseio é alimentar-se de carne fresca e crua, atacando qualquer um que surge em sua frente; em certos casos pode reconhecer amigos e parentes. São vulneráveis à Beladona e Wolfsbane, porém são imunes às barreiras de rosas vermelhas, já que não possui nenhuma ligação com forças demoníacas.

Lobisomem Amaldiçoado:
Este último tipo de lobisomem é o que mais chama atenção. Tal lobisomem seria algum homem que ao fazer mal a alguma bruxa ou feiticeira cigana (Madji), sendo transformado em lobisomem como forma de castigo. É o típico lobisomem descontrolado e sem qualquer tipo de consciência, não reconhece amigos nem inimigos, apenas outros lobisomens de sua espécie. Não possuem ligações com os lobisomens infectados, nem com os verdadeiros. Transformam-se nas noites de lua cheia. Seu único ponto fraco são armas feitas de prata pura. São muito comuns nas lendas da Idade Média, graças a crença nas bruxas e feiticeiras. Grande parte desses lobisomens não podem infectar outros homens, mas isso depende da maldição que a bruxa haver jogado na vítima. Para curar tal maldição é necessário que o lobisomem receba o perdão da bruxa, ou de algum parente próximo dela (no caso das ciganas), ou através de rituais mágicos complicadíssimos. Mulheres não podem ser amaldiçoadas, pois tem resistência corporal à maldição.


Subespécies:
Algumas lendas abordam subtipos de lobisomens como lobisomem branco, cinzento, negro, marrom, etc. Isso talvez se deva pelo fato de os lobos apresentarem suas subespécies, fazendo com que os lobisomens também tivessem de apresentá-las. No entanto, as subespécies dos lobisomens geralmente são dadas pela cor, tamanho ou resistência da criatura em comparação às outras.

6 - Dieta:
Os lobisomens possuem uma dieta muito simples: carne crua e de preferência fresca. Em algumas lendas preferem bebês recém nascidos, crianças e moças jovens. Em outras qualquer animal serve desde uma simples cabra até um boi ou humano. No entanto, esse é o único tipo de alimento de um lobisomem quando transformado. Na Europa eles eram relacionados aos assassinatos em que só eram encontrados partes da pessoa, deixando apenas membros estraçalhados pelas florestas. A eles também são atribuídos o sumiço de pessoas durante noites de lua cheia.

7 - Pontos Fracos:
Os lobisomens possuem poucos pontos fracos, os filhos de Licaon e os amaldiçoados, por exemplo, são os mais resistentes. Os primeiros são vulneráveis como qualquer humano quando na fase de hominídeo, e na fase de lobisomem ou lobo somente a decapitação pode matá-los. Os segundos são criaturas robustas e de pele dura tendo como único ponto fraco as armas feitas de prata (não há uma explicação do porque, mas dizem que tal metal reage com o sangue do amaldiçoado causando hemorragias internas ou pelo fato de ser o único material que penetra o couro dos mesmos), sendo também a decapitação ou danos no coração a única maneira de derrotá-los.


Wolfsbane
Os lobisomens infectados ou ritualísticos, são mais vulneráveis a armas alternativas, como as plantas Beladona e Wolfsbane. Esses primeiros são vítimas fáceis de armas de prata, porém resistentes a símbolos religiosos e roseiras. Já os segundos são frágeis em vários aspectos como símbolos religiosos, roseiras, beladonas, Wolfsbane, armas de prata e decapitações. É importante frisar que todos os tipos de lobisomens são mortais quando na fase humana.

Em algumas estórias lobisomens são utilizados como armas de guerra por reis e imperadores, sendo presos em jaulas e quando necessário ou em ultima instância liberados contra o inimigo. No entanto, quando se tratava de lobisomens amaldiçoados e infectados devia-se ter bastante cuidado, já que atacavam tudo que aparecia em sua frente.

8 - Atualmente:
Até o século XX, em algumas regiões rurais da Europa e da América, os lobisomens habitavam o imaginário popular. Certamente permanece vivo na cultura rural até os dias de hoje, inclusive no Brasil, onde herdamos dos colonizadores portugueses a lenda do homem-lobo.

Um dos principais meios de divulgação do mito nos dias atuais têm sido os livros de fantasia, jogos de videogame, RPG e o cinema. Estes meios de entretenimento, vêm explorando com entusiasmo a indústria do lobisomem, colocando-os muita das vezes em confronto com os clássicos vampiros. Filmes como Van Helsing, Um lobisomem Americano em Londres, The Wolfman, Anjos da Noite, exemplificam bem essa empreitada. Mas esses aspectos modernos não nos interessa aqui. E finalizaremos esta primeira parte da matéria com a conclusão a seguir.

10 - Conclusão:
Como podemos ver, os lobisomens povoam o imaginário humano há milênios, sendo abordados de maneiras diferentes em cada região e/ou cultura. No entanto, tem-se que frisar que não existe um único tipo de lobisomem verdadeiro ou original, mas que cada cultura aborda ao seu modo.


Com base nesse desfecho cultural abordaremos em um próximo texto a versão brasileira do mito, apresentando suas peculiaridades, influências religiosas, aspectos morais e versões licantrópicas. Enquanto isso, segue abaixo algumas dicas de livros e duas músicas da banda Powerwolf que fala exclusivamente de lobisomens.



O Caçador de Lobisomem
Autor: Santos, Joel Rufino dos
Editora: Global

O Livro dos Lobisomens
Autor: Baring-gould, Sabine
Editora: Aleph

Lobisomem - Os Destituídos
Autor: Devir
Editora: Devir

Lobisomem - Um Tratado Sobre Casos de Licantropia
Autor: Baring-gould, Sabine
Editora: Madras

Diário de um Lobisomem
Autor: Martins, Georgina
Editora: DCL Difusão Cultural

Histórias de Lobisomem
Autor: Antunes, Maria Fernanda
Editora: FTD

O Coronel e o Lobisomem
Autor: Carvalho, Jose Candido de M.
Editora: Rocco

A Cidade dos Lobisomens
Autor: Fernandes, Thiago
Editora: Leitura

Armadilha para Lobisomem
Autor: Guedes, Luiz Roberto
Editora: Cortez

Caça ao Lobisomem
Autor: Brandão, Toni
Editora: Melhoramentos

Escola do Terror - Meu Pequeno Lobisomem
Autor: Stone, Tom B.
Editora: Rocco

Homens, Lobos e Lobisomens
Autor: indefinido
Editora: Marco Zero

Metamorfose - A Fúria dos Lobisomens
Autor: Pascale, Ademir
Editora: All Print

Miguel Borges - Um Lobisomem Sai da Sombra - Coleção Aplauso
Autor: Silva Neto, Antonio Leao da

Editora: Imprensa Oficial de São Paulo


Autor: Áviner Reis, Taberna Do Fauno

Referências:
Sabine Baring-Gould, The Book of Werewolves, Aleph, 2006
Dos Lobisomens - Ricardo de Mattos
Lobisomens: Para uso em Arkanun/Trevas – Revista - DRAGÃO BRASIL n. 65

5 comentários:

  1. Muita coisa sobre o lobisomem eu não sabia. Ótimo post.

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  2. É interessante notar, além de tudo que foi dito, que o mito do lobisomem, assim como o do vampiro, passou por uma grande romantização nas últimas décadas, tendo mudado completamente a caracterização que recebe nas mídias (livros, filmes, games). Tanto vampiros como lobisomens surgiram como monstros, criaturas a serem temidas, mas nas últimas represetações midiáticas passaram a ser criaturas belas e carismáticas, monstruosas apenas no poder que possuem.

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  3. Muito interessante o post, nem sabia que existia essas diferenças de lobisomem, muito legal.

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  4. Você cita muitos erros no tempo medieval,como se a maioria das pessoas fossem ignorantes analfabetos dominados pela a igreja católica. Veja esse video sobre idade medieval de verdade com fatos e documentos https://www.youtube.com/user/MrRicardodaCosta/search?query=escola

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