segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A Epopeia de Beowulf


1 - O Poema:
Escrito na língua anglo-saxã (ou inglês antigo), o poema de Beowulf é uma das obras mais antigas, de literatura fantástica medieval, documentada neste idioma. Especula-se que fora composto entre os séculos VII e VIII da era cristã por algum engenhoso menestrel ou monge, que adaptou o conto originalmente pagão – oriundo da cultura escandinava – com elementos da fé cristã, já presente em quase toda Europa. (Ver "Paganismo e Cristianismo no poema Beowulf" nas referências).


Embora o poema não tenha sido escrito em tempos tão antigos, a epopeia do herói que a protagoniza já era conhecida há alguns séculos. A obra refere-se às aventuras semi-históricas de Beowulf, filho de Ecgtheow e sobrinho de Hygelac, Rei dos Geats, cujo reino compreendia a região da atual Suécia Meridional. Os acontecimentos citados na ode ocorrem aproximadamente no ano de 520 d.C., pois alguns dos personagens que participam de seu enredo já são conhecidos de outras fontes históricas. O poema apresenta não só referências anglo-saxãs, como também a outros povos do norte como os Frísios, Daneses, Suiões e Getas.

Apesar de a história ser genuinamente nórdica, o poema apresenta-se como uma obra indubitavelmente inglesa, já que as descrições nele apresentadas não retratam a Escandinávia do século VI e sim a Grã-Bretanha do século VII ou VIII.

A obra perdurou magicamente por quase doze séculos chegando até os dias de hoje em ótimo estado de preservação. Até o século XX o manuscrito permaneceu esquecido pelos estudiosos de todo o mundo ocidental, foi quando o célebre escritor J. R. R. Tolkien (o autor da obra de ficção fantástica – O Senhor dos Anéis) publicou um ensaio intitulado Beowulf: The Monster and the Critics, que fez despertar em muitos estudiosos a curiosidade pelo poema. O único exemplar conhecido da epopeia encontra-se no Museu Britânico e faz parte da Cattonian Collection. Até o século XIX, o poema não possuía título, recebendo no ano de 1815 a identificação de Beowulf, quando foi publicado pela primeira vez.


2 - Estrutura do Poema:
Pertencente à tradição heroica deixada pelos povos germânicos, o poema conserva um tom solene corriqueiro nas célebres epopeias greco-romanas Ilíada e Odisseia de Homero, e a Eneida de Virgílio. Da mesma forma que as obras anteriormente citadas, Beowulf narram os feitos vividos por um único herói e protagonista, sendo toda a trama aproveitada pelo autor para mostrar um pouco da história de sua época.

“Para esse mister, ele se vale de vários artifícios estilísticos como, por exemplo, os epítetos, expressões, idiomáticas típicas do anglo-saxônico, sinônimos, hipônimos, lítotes, aliterações, etc. Associadas a esses elementos, o poema apresenta também o emprego recorrente das kennings¹. No texto original, no meio de cada linha há uma cesura bem demarcada por um espaço em branco; a disposição de determinado número de sílabas tônicas determina a distribuição das aliterações nas duas metades dos versos” (Borges; Vazquez 2000:17, apud Oliveira 2010).

Em termos estruturais o poema encontra-se dividido em duas seções. A primeira delas conta as aventuras do guerreiro ainda jovem e sua viagem à Dinamarca, que por sua vez divide-se em três episódios: o primeiro é a luta com Grendel, o segundo narra o embate com a mãe do monstro e; por último o retorno do herói ao seu reino. Na segunda parte o autor se foca na luta e morte de Beowulf, já velho e coroado rei, contra um dragão. Divagações são constantes durante os episódios principais, uma forma que o autor encontrou para explorar passagens secundárias, mas não menos grandiosas. Um bom exemplo é a morte do rei Hyegelac.

Os três cenários principais da epopeia são: o salão de hidromel do Rei Hrothgar, o covil subaquático da mãe de Grendel e a gruta do dragão.


3 - A História:
Tudo começa muito antes de Beowulf entrar em cena. Inicialmente, conta-se sobre uma misteriosa embarcação que chega à Dinamarca em tempos não muito bem delineados e dentro dela há uma criança, também enigmática, chamada Scyld Scefing, que futuramente se tornaria o rei mítico dos Daneses. Com a morte de Scyld, seu filho, Beow, herda o trono e mantém de maneira tranquila o reino. Seu pai é sepultado no mar, de acordo com os costumes nórdicos. Após Beow, o trono é passado ao seu filho Healfdene que teve quatro filhos, sendo Ursula a única mulher entre os meninos Heorogar, Halga e Hrothgar. Este último por sua vez torna-se o rei na época em que Beowulf surge na história.

Hrothgar era um rei prestigiado e obteve muito êxito nos campos de batalha, o que trouxe grande renome ao seu povo. Em função disso e como símbolo de sua generosidade mandou construir um enorme salão de hidromel, onde festejaria com os guerreiros e nobres de seu reino. O nome do monumental saguão era Heorot, um lugar de bebedeira, festejos e muitas canções recitadas pelos bardos da corte².

Certa noite, durante um festejo em Heorot, o monstro Grendel surge das brumas e invade o salão destroçando trinta homens que, em vão, tentaram abatê-lo. Grendel era uma espécie de gigante, possuía feições humanas, porém de proporções descomunais. A criatura infernizou a vida dos Daneses por doze anos, devorando e matando todos aqueles que ousavam cruzar seu caminho.

O terror causado por Grendel se espalha por toda a região, chegando aos ouvidos dos Getas, o povo que habitava a região limítrofe entre Suécia e Dinamarca. Foi quando Beowulf, sobrinho de Hygelac, em Götland, ouve as primeira notícias do estrago causado pelo monstro e a desgraça que o reino de Hrothgar vivenciava há mais de uma década. Solidário e/ou em busca de fama, Beowulf reúne quatorze guerreiros getas e viaja para a Dinamarca a fim de matar Grendel.


Chegando ao reino dos Danos, o herói é interrogado por um guarda que acreditava ser ele e seus homens invasores. Contudo, o guerreiro explica a situação e demonstra sua solidariedade ao rei. Vendo que Beowulf vinha em paz, o guarda resolve levá-lo à presença de Hrothgar. Durante o encontro com o rei, o herói conta-lhe que vinha de uma nobre estirpe guerreira e glorifica-se dos feitos magnânimos que realizou, dentre eles: a eliminação de uma tribo de gigantes por completa, as batalhas com criaturas marinhas e as vitórias contra os inimigos de seu reino. Após narrar todas as suas aventuras, Beowulf se oferece para derrotar o “demônio” Grendel sem o uso de armas para equiparar a batalha (Beowulf afirma ter a força de trinta homens). Feliz com a ajuda dos guerreiros getas, Hrothgar abre o salão há muito inutilizado e oferece um grandioso banquete a eles. Durante a ceia, a Rainha Wealththeow, agradece a Deus (percebam que é o Deus cristão) pela vinda de Beowulf e seus guerreiros, homenageando-os com uma rodada de Hidromel (a bebida sagrada dos nórdicos).

Tudo corria bem, até que Unferth o conselheiro do rei, afronta o herói, questionando-lhe sua real reputação. Beowulf, em contrapartida, chama Unferth de assassino, culpando-o pela morte de seus irmãos. Para apaziguar os ânimos, Hrothgar promete aos visitantes grandes riquezas e honrarias se Grendel for morto. Desta forma, Beowulf, mais do que nunca, vê-se obrigado a derrotar o monstro e sair de lá com mais um feito para sua história, além de muitos tesouros. Correspondendo ainda às cortesias da rainha, compromete-se a enfrentar o monstro até que um dos dois deixasse de viver.

Beowulf e seus homens passaram a noite no grande salão Heorot, onde todos adormecem, com exceção do herói que permaneceu desperto. Enquanto todo reino repousava, Grendel saía de seu covil para mais um ataque. Deixando a charneca sorrateiramente e escondendo-se nas sombras deixadas pela noite, a fera chega até o povoado e num golpe súbito abre as portas do salão, agarrando e devorando imediatamente o primeiro Geta que avistou (reconhecido ulteriormente como Hodscioh). Beowulf fingindo estar assonorentado, aproxima-se desarmado da criatura e a agarra pelos braços, Grendel tenta agarrá-lo também, mas o esguio herói dominava a luta. Os demais guerreiros sacam suas armas e atacam, porém suas espadas e lanças humanas eram inúteis, já que a besta era imune a elas. Por fim, usando apenas os punhos e sua força ciclópica, Beowulf arranca um dos braços do monstro que libera um urro ensurdecedor de dor. Desesperadamente Grendel empurra o herói e foge para seu nebuloso covil. Com um ferimento daquela magnitude ele não iria sobreviver por muito tempo, e assim se sucedeu – Grendel morreu em poucos dias.

No dia seguinte, vários dos companheiros de Beowulf seguem as pegadas deixadas por Grendel e chegam até um lago, onde os rastros terminam. O lago, por sua vez, encontra-se sujo de sangue, o que sugeria que o monstro havia mergulhado ali. Ao retornarem para notificar a descoberta a Beowulf, encontram os bardos da corte recitando odes dos heróis Sigemund e Heremod. No teto de Heorot está pendurado o membro decepado de Grendel e várias pessoas reunidas. Ao centro está Hrothgar a homenagear Beowulf e seus feitos, dizendo-lhe que a partir daquele dia o jovem herói seria respeitado e tratado como um de seus filhos. O menestrel da corte, agora poetizando sobre Finnsburg, finaliza a fala do rei, dando lugar à Rainha que mais uma vez presenteia Beowulf. Com o fim da ceia, os Getas retiram-se do salão ao lado do rei e as sentinelas Daneses montam guarda no local há muitos anos abandonado durante as noites. Todos vão para seus aposentos e dormem sossegadamente acreditando que o infortúnio terminara.


Entretanto, na noite seguinte, um novo ataque noturno e inesperado causa pânico a toda população, a garra de Grendel desaparecera do teto do saguão e Aeschere (um dos melhores guerreiros do rei) é encontrado morto. Alvoroçado, Hrothgar vai até o quarto onde Beowulf dormia, conta-lhe o ocorrido e pede sua ajuda novamente. O líder dos Getas demonstra novamente boa vontade em ajudar o rei, mas lembra-lhe antes que agora ele seria tratado como seu filho e, se morresse em combate, os tesouros e presentes deveriam ser entregues aos seus companheiros.

Ao amanhecer um pequeno exército formado por Daneses e Getas marcha até o lago, localizado em uma região de desfiladeiros rochosos, sombrios e úmidos. Chegando ao lago o rei profere uma descrição detalhada do mesmo e das terríveis criaturas aquáticas que ali habitavam. Determinado a enfrentar a criatura mais uma vez, Beowulf veste sua armadura, coloca um elmo de prata e empunha a espada Hrunting, que Unferth o havia dado. Todos o observam apreensivos, enquanto mergulha no lago perverso rumo a mais uma batalha sanguinolenta. Já nas profundezas do lago, o guerreiro consegue enxergar criaturas tenebrosas, provavelmente jamais vistas por olhos humanos. Ao fundo vê uma luz avermelhada, possivelmente era ali o antro de Grendel. De repente uma das criaturas o agarra e carrega para o fundo do lago, mas a besta não era Grendel; e sim sua mãe. Arrastando-o para uma caverna nas profundezas da lagoa, Beowulf e a mulher-monstro travam uma terrível batalha. Golpeando-a inutilmente com Hrunting, o guerreiro descobre que as criaturas místicas eram imunes às armas feitas por humanos (como ele havia lutado de mãos desnudas com Grendel, não havia percebido este “pequeno” detalhe). Enquanto eles lutavam, as demais criaturas aquáticas os analisavam da mesma forma que os guerreiros observaram a luta no salão.

A mãe de Grendel o atacava incessantemente com suas afiadas garras, mas o líder Geta desviava como podia; foi neste momento que ele viu de relance uma bela espada (forjada por gigantes) pendurada na parede da caverna e tenta alcançá-la; nesse instante o príncipe geta quase é abatido por um golpe de faca deferido pela mulher-fera, que afortunadamente atinge somente a armadura. Com sorte e habilidade, Beowulf apanha a espada e a enterra no corpo da criatura. Após matar a mulher, Beowulf se aproxima do corpo de Grendel e corta-lhe a cabeça.

Durante a batalha o sangue da mãe de Grendel suja o lago, fazendo com que os guerreiros e o rei Hrothgar deduzissem a morte do herói, desta forma, eles retornam vão embora sem esperanças. Todavia, os amigos de Beowulf permanecem ali, fielmente, a espera de seu líder, quando o mesmo surge das águas nefastas do lago imundo de sangue. Em suas mãos encontrava-se a cabeça de Grendel e o punho da espada que jazia sem lâmina, haja vista que essa dissolvera ao entrar em contato com o sangue da mulher-monstro.


Os Getas retornam vitoriosos ao salão do rei, onde Beowulf relata detalhadamente cada passagem do embate, exibindo a cabeça da fera, o punho da espada e concluindo, finalmente, que os infortúnios estavam terminados. Hrothgar novamente pronuncia um demorado discurso repleto de palavras moralistas como honra, orgulho, bravura, etc, mostrando claramente os valores cultuados pelos Anglo-saxões.

No dia subsequente, pela manhã, Beowulf e os demais Getas despedem-se dos Daneses e de seu rei. Trocando palavras de amizade e acenos, eles embarcam e regressam a sua terra natal.

Neste momento, o poema sofre um rompimento temporal e pula para a segunda parte, na qual Beowulf já se encontra idoso. Antes disso, ocorre uma breve descrição das batalhas que os Getas travaram com os Francos e os Frísios, além de mencionar a morte do rei Hygelac que é sucedido por seu filho Heardred (que recebe o apoio de Beowulf), porém este também é morto em batalha. É então que o prodigioso herói herda o trono Geta e reina por majestosos cinquenta anos, que são referidos no poema como cinquenta invernos.

O reinado de Beowulf é então surpreendido por um poderoso dragão que começa a atacar com suas labaredas toda a região, destruindo, inclusive, o salão do herói. O motivo para tamanha violência fora o roubo de uma taça de ouro (componente do tesouro do ambicioso réptil) que guardava, há trezentos anos, as relíquias deixadas por uma extinta estirpe de guerreiros. O ladrão, possivelmente um escravo ou servo, não é identificado.


Ao receber a notícia dos assaltos noturnos do dragão, o rei dos Getas já velho e cansado, mas ainda vívido na alma, decide enfrentá-lo. Para isso, recolhe um resistente escudo de ferro a prova de fogo e, acompanhado por onze guerreiros, segue até o antro do dragão, localizado no alto de uma encosta pedregosa.

Ciente de sua debilidade física Beowulf prenuncia sua morte, repassando aos companheiros cada aventura que vivera ao lado dos Getas e, após despedir-se deles, invoca o dragão para fora da caverna. Armado com sua espada Nægling ele enfrenta o dragão que contra-ataca cuspindo fogo; finalmente o dragão acerta um golpe no herói que fraqueja e recua ferido. Neste momento, todos os guerreiros, acovardados ao ver a força do réptil, fogem - com exceção do fiel Wiglaf, que, consciente de suas juras de lealdade ao rei, permanece no local e ajuda Beowulf a combater o dragão. Por fim, lutando juntos, Wiglaf acerta um forte golpe na região abdominal da criatura, que de dor retrocede, abrindo caminho para um último golpe desferido por Beowulf que a corta ao meio. Embora vitorioso, o herói encontrava-se muito ferido e deixa o mundo dos homens ali mesmo, ao lado de seu inimigo. Guerreiro e fera jaziam mortos.

Nos últimos versos o poema descreve a morte do dragão e de Beowulf, o recolhimento do tesouro pelos Getas e o rito funerário ao qual o corpo do herói foi submetido. Sobre uma pira ele é colocado e depois cremado, ao mesmo tempo em que uma mulher não identificada prenuncia lamentosamente o destino do povo Geta. Com as cinzas do rei e o tesouro, o povo constrói um altar que guardaria toda a riqueza do dragão e que lembraria eternamente os feitos do homem que enfrentou diversas criaturas e livrou dois povos do mal.

4 - Adaptações Cinematográficas:
Existem no cinema duas grandes adaptações da história de Beowulf, sendo eles:


4.1) A lenda de Grendel (2005) - Uma grande filme de aventura que conta a primeira passagem do poema do herói, mostrando sua batalha contra o monstro Grendel e sua mãe.
- Sinopse: 
Escandinávia, 500 D.C.. O sentimento de ódio tem início quando o rei Hrothgar (Stellan Skarsgard), junto com alguns guerreiros, mata o pai do jovem Grendel (Ingvar Eggert Sigurosson), que viu tudo. Mesmo assim Hrothgar decidiu poupar a criança, que através dos anos se torna um recluso guerreiro, que só pensa em vingar a morte do pai. Quando Grendel começa a matar, as pessoas mais próximas de Hrothgar vêem que a vida do rei está em perigo. Assim Hrothgar chama um bravo e destemido guerreiro, Beowulf (Gerard Butler), para matar Grendel. Quando Beowulf e seus guerreiros chegam o perigoso Grendel sempre os ronda à noite, mas nunca ataca. Após conversar com Selma (Sarah Polley), uma bela feiticeira, Beowulf conversa a distância com Grendel e entende que este só quer matar Hrothgar e as pessoas mais próximas a ele. (Fonte: http://www.adorocinema.com).


4.2) A Lenda de Beowulf (2007) - Animação de fantasia feita por computação gráfica, através da técnica de captura de movimentos. Apresenta todas as passagens do poema, partindo desde a primeira invasão de Grendel até a batalha com o Dragão.
- Sinopse:
Ilha de Sjaelland, perto do local onde hoje fica a cidade de Roskilde, na Dinamarca. O demônio Grendel (Crispin Glover) ataca o castelo do rei Hrothgar (Anthony Hopkins) sempre que é realizada alguma comemoração, já que não suporta o barulho gerado. Em seus ataques Grendel sempre mata várias pessoas, apesar de poupar Hrothgar. Com a população em pânico, Hrothgar ordena que o salão onde as comemorações são realizadas seja fechado. Até que chega ao local Beowulf (Ray Winstone), um guerreiro que promete eliminar o monstro.(Fonte: http://www.adorocinema.com).

Autor: Áviner Reis, Taberna Do Fauno

Notas: As notas a seguir foram retiradas do artigo de João Bittencourt de Oliveira, que serviu de fonte primária das informações aqui prestadas.

1- Kennings - (do norueguês antigo kenningar, singular kenning): recurso estilístico que consiste em expressar uma coisa em termos de outra. No poema há centenas de exemplos dessa imagem poética como as presentes nos versos 198-200, quando, na corte do rei Hygelac, um guerreiro geta se prepara para socorrer Hrothgar.

2 - Do original: scop. Termo anglo-saxônico para designar "menestrel ou poeta". O papel dos scops era viajar de corte em corte entretendo guerreiros e soberanos com histórias de lugares distantes ou sobre eventos históricos reais ou imaginários. Embora criassem suas próprias histórias, muitas vezes memorizavam e floreavam obras de outros. Para facilitar a memorização, utilizavam-se de vários recursos estilísticos disponíveis, principalmente a aliteração e as kennings.

Referências:
BULFINCH, Thomas. O livro de Ouro da Mitologia. Ediouro Publicações S.A. Ed 26, RJ, 2002.
OLIVEIRA, João Bittencourt de . Paganismo e Cristianismo no poema Beowulf. Brathair (Online), v. único, p. 100-126, 2010.

2 comentários:

  1. Muito boa matéria, compartilharei na página da Bee Gold Hidromel

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  2. Ótimo artigo! Pena que a adaptação mais recente do poema para o cinema, em 2007, não tem nem um décimo do nível de excelência deste blog! hahahaha

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