quinta-feira, 16 de abril de 2015

Os Principais Objetos de Tortura da Idade Média


1 - Introdução:
A mente humana é um dos elementos mais poderosos da natureza. Nem mesmo os mais terríveis predadores de nossa espécie foram capazes de vencer nossa capacidade de pensar e produzir armas. Há um bom tempo que os humanos não fazem parte da cadeia alimentar de certos animais e, muito pelo contrário, tornamo-nos caçadores de grande competência. Mas nossa mente não se reteve às invenções de caça e extração, e burlou a linha de sobrevivência para um estágio ainda mais “sofisticado”, porém menos civilizado: a guerra.

A guerra sempre foi e será algo presente em nossa história. Nossa espécie é naturalmente competitiva e às vezes cruel. É nos campos de batalha que todos os valores éticos e morais se invertem e a única preocupação é sobreviver. Até certo ponto, isso é explicável, pois nosso instinto fala mais alto e a última coisa que um guerreiro quer é perder seus amigos e sua vida durante o embate. Contudo, a nossa mente ainda foi mais além.

Chegamos ao estágio onde os espectros da caça e da guerra não eram suficientes. Vieram então algumas inovações. A morte e a dor do inimigo passaram a ser vistas como fonte de preciosas informações, ou como um meio para punir aqueles que não se enquadravam aos conceitos morais de determinada sociedade. Criou-se então um dos métodos mais terríveis de punir “erros humanos”: a Tortura.

O que seria a tortura? Para não deixar esta leitura um tanto cansativa, resumiremos o conceito de tortura ao ato de tratar um indivíduo com dor, maus-tratos e/ou agressão, sem, no entanto, desejar-lhe morte imediata, e sim sofrimento em lapsos temporais longos.

A tortura acima conceituada, está ligada especialmente aos fatores físicos, não levando em conta os psicológicos. Porém está claro que ambos estão inteiramente conectados, pois as dores de uma tortura bem aplicada podem deixar traumas psicológicos por um bom tempo, senão para vida toda.

Desta forma, muita das vezes a tortura foi utilizada para fins de convencer um indivíduo a liberar informações importantes para o torturador. E isto foi bastante comum, tanto em períodos passados como a Antiguidade e Idade Média, quanto nos últimos séculos. A própria história brasileira não se viu livre deste tipo de prática e teve seus momentos de inumanidade, com destaque para o período colonial escravista, onde índios e negros sofriam com torturas aplicadas pelos colonizadores e senhores de engenho; sem falar nos anos de governo militar, que mantêm guardado centenas de arquivos com informações preciosas sobre torturas e mortes.

Enfim, a angústia de vítimas da tortura sempre esteve presente na historiografia, e é por isso que vamos aqui trabalhar com alguns aspectos e métodos da tortura no período medieval, que sem qualquer sombra de dúvida é o mais famoso e rico neste aspecto vil da mente humana.



2 - Tortura Medieval:
Desde o fim do Império Romano com a admissão do cristianismo como religião oficial do império, a igreja cresceu absurdamente, atingindo as vastas terras “bárbaras” e catequizando os mais diversos povos. Esta introdução da religião cristã modificou completamente a vida do medievo, que como sabemos, é marcadamente religiosa e conduzida pela fé. Logo, um grande conceito moralista embasado na religião assolou a mentalidade do homem medieval.

Na mentalidade do medievo, os heréticos e criminosos deviam sofrer para pagar por seus erros, e provar que o “bem” e a vontade de Deus sempre prevaleciam (pelo menos em teoria). Desta forma, sessões de tortura eram atividades corriqueiras em prisões e masmorras de grandes cidades e castelos. Porém é de grande relevância apontar que essa visão exagerada da tortura medieval não corresponde à realidade. Hoje muitos especialistas afirmam que a tortura era utilizada em casos especiais e de grande alarde social. Em sua maioria as vítimas estavam ligadas a algum crime de bruxaria, assassinato ou traição.

Com isso a tortura tornou-se um método muito eficaz para se arrancar informações ou confissões das vítimas, mas não se pode dizer o mesmo no que diz respeito à veracidade destas informações, já que ao ser submetido às terríveis técnicas e aos aparelhos de tortura muitos confessavam atos que não cometeram na realidade.

Embora milhares de pessoas tenham morrido pelas mais dolorosas e terríveis maneiras, acredita-se hoje que apenas uma taxa de 1 a 2% dos hereges ou criminosos foi submetida a longos períodos de tortura ou morreram durante as sessões. Na maioria dos casos os criminosos eram apenas encarcerados ou punidos de outras formas.

Muitas das cidades medievais possuíam um conselho de pessoas, em geral, padres e juízes que tinham a responsabilidade de analisar os crimes e apontar o nível de culpa de uma pessoa. Somente nos casos considerados graves, como homicídio e traição, a vítima era torturada. A prisão e o exílio eram os métodos mais comuns para punir os delituosos.

Em cidades grandes, como Londres, onde a lei era aplicada mais rigorosamente, a tortura tornou-se frequente. Muitos castelos possuíam câmaras de tortura, geralmente situadas nas masmorras ou torres bem altas, onde um grande número de pessoas poderiam ser torturadas ao mesmo tempo, sem chamar a atenção da população local. A queima na fogueira e outros métodos não eram espetáculos do fim de semana como imaginamos. Comumente, essas execuções eram realizadas dentro dos grandes muros dos castelos ou em locais afastados da cidade, de preferencia o mais longe possível da população. Quando a população de uma cidade era considerada rebelde, atos abertos podiam ser mais conspícuos para servir de exemplo e amedrontar o povo.

Provavelmente a Idade Média não foi um bom período para se viver, mas de tudo não era aquele período sangrento e injusto que os filmes e livros de ficção mostram. Sem dúvida a maior parte das mortes eram causadas por epidemias e guerras, sendo a tortura um caso secundário.

O que provavelmente nos faz imaginar a tortura como algo tão alarmante é a crueldade da mesma e o número de vítimas que foram submetidas a ela sem ao menos ter realizado um verdadeiro ato criminoso, como no caso dos acusados de feitiçaria ou bruxaria. Já que atualmente sabemos que isso não é algo relevante para a sociedade. Contudo, não podemos nos esquecer que se tivéssemos nascido há mil anos, numa sociedade tipicamente católica, iríamos combater a bruxaria como um dos piores delitos da humanidade.

3 - Principais Métodos e Aparelhos de Tortura:
Como o número de métodos de tortura são muitos, dividiremos essa postagem em duas partes. Esta primeira se encarregará da introdução e das doze primeiras técnicas de tortura, a segunda parte, que será postada futuramente, ficará com os dezoito restantes.

3.1) O Berço de Judas (The Judas Cradle):
O Berço de Judas é conhecido como um dos mais terríveis aparelhos de tortura da Era Medieval. Tal objeto consista numa espécie de assento em formato de pirâmide, onde a vagina ou o ânus da vítima era colocado na ponta, de modo que esta fosse escorregando para a base que por ser mais larga, dilataria e rasgaria órgão da mesma causando dores insuportáveis.



Muitas das vezes os torturadores adicionavam pesos à perna da vítima para acelerar o processo, ou então lubrificavam o assento piramidal com óleo. Os pesos também eram utilizados para fazer a vítima confessar algo importante. Quando desejavam que a vítima não morresse rapidamente suspendiam a mesma durante a noite e voltavam à sessão no dia seguinte.

Como a morte no Berço de Judas era muito lenta, a vítima tinha fortes possibilidades de adquirir infecções, já que o aparelho nunca era lavado. Hemorragias também eram constantes.



Normalmente a vítima era colocada no Berço nua, para aumentar ainda mais a humilhação e o constrangimento da mesma.

Uma técnica semelhante ao Berço de Judas é a empalação, que pode ser considerada igualmente dolorosa.

3.2) A Tortura do Caixão (The Coffin Torture):
Era temida por toda a Idade Média. Bastava um olhar para o objeto na fotografia e você perceberá a razão de tal medo.



A vítima era colocada dentro do "caixão" e lá permanecia o tempo que os torturadores achassem necessário, geralmente, até a morte por inanição ou desidratação. Às vezes adicionava peso à pessoa, ou até mesmo fazia-se um "caixão" menor do que o normal para deixar as vítimas em situações bem desconfortáveis. Câimbras e dormências musculares conviviam harmonicamente com a sede e a fome.

O período de tempo que uma vítima era mantida dentro do caixão era determinado pelo seu crime. Crimes muito graves, como a blasfêmia, eram punidos com a morte dentro do caixão, onde a vítima era conservada ali dentro, sob o sol e/ou com animais famintos para comer sua carne.



O “caixão” às vezes era exposto em uma praça pública para que a população local pudesse se reunir em torno dele e zombar da infeliz vítima. Às vezes, a morte ocorria por agressão física da própria população local que jogavam pedras e outros objetos contra o prisioneiro.

3.3) O Balcão da Tortura (The Rack Torture):
O balcão é considerado um dos mais dolorosos mecanismos de tortura de toda a história. Ele consiste numa grande mesa de madeira com diversas cordas e correntes, utilizadas para prender a vítima à placa de madeira.



A vítima era colocada deitada sobre a mesa e tinha as mãos e pés amarrados às cordas. Estas cordas por sua vez tinha a outra extremidade presa a uma roldana ou maçaneta giratória. O único trabalho do torturador era girar uma alavanca que ia recolhendo as cordas e puxando os membros da vítima.

Os estalos de ossos deslocados aliados aos gritos da vítima eram os dois sinais de que tortura estava dando certo. Muitas não resistiam à dor e confessavam. Outros morriam ali mesmo. Os mais resistentes e persistentes sofriam ainda mais, pois tinham de sentir seus membros serem arrancados pela força da corda.

Muitas vezes uma vítima era forçada a ver a outra sendo torturada para que o medo a fizesse contar tudo antes mesmo de ir para a máquina.



Muitos cavaleiros da Ordem dos Templários foram torturados pelo “Rack”.

Já no fim da Idade Média, surgiram algumas variações desse dispositivo. Alguns possuíam espinhos que penetraram costas da vítima - como os membros foram separados - a sua medula espinhal se tornava a nova fonte de dor, não só física, mas psicológica também. Na menor das hipóteses a pessoa ficaria deficiente para sempre.

3.4) "Pés Assados" (Foot Roasting):
Os pés da vítima eram presos nos estoques (espécie de ) e, em seguida, colocava-se carvão em brasas sob os mesmos. Quando o interrogado confessava algo, uma tela era colocada entre o calor e seus membros, atuando como alívio. Mas se houvesse recusa à confissão seus pés descalços estavam expostas às chamas.



A tortura podia progredir até os pés da vítima ficarem completamente incinerados. Embora raramente alguém morresse por esse método, a não confissão poderia levar a vítima a outras sessões de torturas diferentes.

Alguns Cavaleiros Templários foram torturados com este método.



3.5) Exposição (Exposure):
Como o próprio nome adverte, tal método consiste em expor um indivíduo aos elementos naturais. Era comum enterrar as pessoas até o pescoço deixando seus rostos para serem comidos por animais e insetos.



Em algumas cidades amarrava-se a vitima em objetos pesados ou em árvores, onde eram deixadas até morrerem de fome e sede.

Devido ao seu baixo custo, o método expositivo tornou-se muito comum na Idade Média e constantemente deixavam-se os restos mortais das vítimas no local da morte para servir de exemplo à população.

Em muitos casos, a vítima era condenada a períodos menores de exposição, não levando necessariamente à morte. Mas isso dependia do crime e da resistência física da pessoa.

3.6) Pêra da Angústia (The Pear of Anguish):
A Pera foi um dos instrumentos mais terríveis da tortura mediévica, sendo uma das formas mais utilizadas para punir mulheres que realizaram aborto, homossexuais e mentirosos.



O aparelho possuía um formato semelhante a uma pêra e era inserido nos orifícios da vítima: a vagina para mulheres, o ânus para os homossexuais e a boca para os mentirosos e blasfemos. O objeto era formado por quatro folhas de metal, que lentamente eram separadas uma da outra quando o torturador enroscava um parafuso.  A pera podia ser usada para rasgar a pele ou expandir completamente mutilando o órgão da vítima.

As Peras da Angustia geralmente eram adornadas e tinham desenhos para diferenciar entre anais, vaginais e orais. Elas também variavam em forma e tamanho.

Essa tortura raramente provocava a morte, mas geralmente era seguida de muitas outras.

3.7) Estripador de Seios (The Breast Ripper):
Era um dispositivo usado exclusivamente em mulheres. Sua função era mutilar os seios de mulheres, especialmente bruxas, de maneira dolorosa e cruel. Era reservado principalmente para mulheres que cometeram aborto ou adultério.



Suas garras eram utilizadas em brasas ou a temperatura normal para dilacerar os seios expostos da vítima, que morria por hemorragia ou uma possível infecção. Caso a pessoa sobrevivesse teria de conviver com as terríveis marcadas do Breast Ripper.



Uma variante comum do estripador é o chamado “The Spider”, que é similar ao mesmo só que atrelado a uma parede. Neste caso os seios eram presos nas garras e a mulher era puxada pelo torturador para longe da parede, os seios eram arrancados e ficavam grudados no aparelho.

3.8) Tortura da Serra (Saw Torture):
A Serra foi amplamente aplicada na tortura mediévica, principalmente pela praticidade, por todas as casas terem uma serra e por não exigir dispositivos complexos. Desta forma a serra era uma forma barata e rápida de ser torturar e matar uma vítima que muita das vezes era acusada de: roubo, adultério, assassinato, blasfêmia, calúnia e bruxaria.



A vítima era amarrada de cabeça para baixo, de preferencia nua e com as pernas abertas. Desta forma o sangue era deslocado para os membros superiores, e o indivíduo poderia ser serrado ao meio, a partir da virilha sem perder muito sangue.

Dependendo do objetivo do torturador, tal método poderia durar várias horas. Quando buscava-se a confissão de alguém, geralmente pegavam um ente desta pessoa e submetia-o à serra. Caso ela não confessasse, a vítima seria cortada pela metade lentamente.

Com a Inquisição, este método se tornou ainda mais comum, pois os inquisidores viajavam entra várias aldeias e cidades, muitas vezes sem instrumentos, que eram um cargo a mais, e utilizavam o que estivesse à sua disposição. Como quase todo mundo tinha uma serra, esta seria o instrumento.

3.9) The Spanish Tickler:
Este dispositivo terrível foi usado na maioria Europa durante a Idade Média, embora carregue uma alusão ao Estado espanhol. Consiste num instrumento muito simples que era usado para dilacerar a pele da vítima à distância. Graças à sua forma, nem ossos e músculos eram poupados.



A vítima era pendurada e amarrada nua, deixando-a completamente indefesa. Então, os torturadores começavam a ação (às vezes pública) de mutilação do criminoso. Eles muitas vezes começavam com os membros e, lentamente, iam para partes maiores como peito, costas, pescoço e finalmente o rosto.

Em suma, o Tickler, também chamado de pata de gato, nada mais é que uma extensão da mão do torturador. As pontas eram afiadas e prontas para rasgar qualquer coisa

Este instrumento era muito comum na Espanha, sobretudo durante a Inquisição Espanhola. Apesar de seu uso na França e na Inglaterra ser bem registrado, eles frequentemente adotavam métodos de tortura aleatórios.



A Pata de Gato variava em forma e tamanho. Alguns eram longos e tinha um cabo ligado à garra, de modo que o torturador pudesse rasgar a pele a certa distância da vitima, enquanto outros nada mais eram que garras usadas por ele próprio. Essa tortura muitas vezes resultava em morte, mas algumas vítimas foram poupadas ou condenadas a sessões mais curtas.

3.10) Tortura do Garrote (Garrotte Torture):
Muito utilizado em todo o mundo, o garrote espanhol ganhou tal título pela sua vasta utilização na Espanha. Os espanhóis também aperfeiçoaram este instrumento para provocar uma morte dolorosa e decisiva.



O instrumento era amarrado na vitima, podendo ser uma simples corda ou um colar metálico, e aos poucos iam apertando-o de modo a asfixiar lentamente, enquanto o pescoço da vítima era esmagado.

O garrote foi extremamente utilizado pelo tribunal da Inquisição Espanhola, a fim de matar hereges que confessassem seus crimes. Caso ele não viesse a confessar, a morte pública na fogueira seria seu destino. A razão de tal escolha é que o garrote mata em poucos minutos e consequentemente causa menos dor que a fogueira que, além de tudo, demora matar.



Até 1975 este dispositivo era usado na Espanha, o caso mais famoso foi o de um estudante executado, que no final foi considerado inocente.

3.11) Flagelação - Flagellation (Whipping):
A Flagelação era muito comum em Roma. Na verdade, não consiste numa tortura em si, sendo mais uma forma de punição/castigo. Esteve em uso durante a Idade Média mais notoriamente em exércitos, onde as chicotadas eram um modo de punir guerreiros indisciplinados ou prisioneiros. A quantidade de chicotadas dependia do crime e pouquíssimas vezes ocorriam mortes. O exército britânico era muito famoso por usar flagelação para punir delitos menores.



Muitas cidades apresentavam um posto em praças com um único objetivo: flagelação pública. Desertores, ladrões e traidores foram vítimas comuns a este método de tortura. Na Alta Idade Média, flagelação tornou-se menos comum devido a novos métodos de tortura.

Alguns autores chamam as chicotadas de "morte pela metade" porque a quantidade de pessoas que morreram a partir depois da flagelação por uma infecção, perda de sangue ou de danos a um órgão, foi abundantemente significativa. As chicotadas eram deferidas, geralmente, contra as costas da vítima, mas quando um crime mais grave era cometido, o peito poderia ser chicoteado, algo realmente perigoso e doloroso.



Havia diferentes tipos de chicotes. Alguns tinham pontas de metal pequenas no final para causar mais dor. Estes chicotes podiam causar ferimentos gravíssimos, como rasgar a pele, perfurar os globos oculares e até mesmo a ferir de um órgão interno.



A flagelação foi muito associada com a escravidão. A maioria dos mestres tinham um chicote na mão, a fim de punir a desobediência. O ato de chicotear continuou até o século passado e atingiu o seu auge durante os tempos romanos. Embora muitos senhores feudais também fossem adeptos deste método. Em alguns países, em especial no oriente, a flagelação ainda costuma ser empregada.

3.12) A Tortura da Roda:
Este dispositivo foi utilizado como pena capital durante a Idade Média. Reservados para os criminosos mais odiados, a roda sempre matava sua vítima, mas o fazia de forma muito lenta.



A roda se originou na Grécia e rapidamente se espalhou para a Alemanha, França, Rússia, Inglaterra e Suécia. O dispositivo consiste de uma grande roda de madeira com muitos raios. Membros da vítima foram amarrados aos raios e a própria roda foi girava lentamente. Através das aberturas entre os raios, o torturador geralmente atingia a vítima com um martelo de ferro que poderia facilmente quebrar seus ossos. Uma vez que seus ossos estavam quebrados, o indivíduo era deixado na roda para morrer, por vezes, colocadas em um poste alto para que as aves o devorassem ainda vivo.



Na França, muitos algozes usaram os célebres “golpes de misericórdia” para terminar com o sofrimento da vítima. Quando o objetivo do torturador era simplesmente causar dor e sofrimento, apenas quebrava-se os ossos da vítima e a deixava lá para morrer. A morte poderia levar dois ou três dias e geralmente vinha a falecer por desidratação.

Autor: Áviner Reis, Taberna Do Fauno

Fonte: www.medievality.com

5 comentários:

  1. Pude ver alguns instrumentos de tortura no Museu em Curitiba em 2013, foi tétrico imaginar alguém sendo torturado com aquilo tudo, parabéns pelo post.

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  2. quem era acusado, nao teria a menor chance, pois se não confessar, será torturado até a morte (até que confessasse) e se confessar, morrerá pelo crime que confessou. Na inquisição, nao existia a possibilidade de libertar alguém que foi acusado e torturado, sob pena da igreja ficar mal vista por torturar inocentes ou ter "se enganado" acusando alguém 'injustamente'.

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    1. Exato. E como é intrínseco à natureza humana cometer erros e/ou enganos, indagamos se os "responsáveis" por impingir as acusações do prontuário às "vítimas" não se enganaram em nenhuma caso. E se sim (para mim, óbvio que em TODOS, pois NÃO existe bruxaria!), por que esta instituição TRILHONÁRIA e obsoleta (para não dizer inútil) chamada Igreja Católica não se redime com os descendentes daqueles que foram massacrados,simplesmente demonstrando por uma única vez uma postura humilde e apresentando desculpas e principalmente, tentar minimizar os danos de alguma forma (que seja monetária, dane-se!)? Não, esta instituição não fará isso!

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  3. Legal cara vou trazer algumas pessoas para esse site ta

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  4. O ser humano é incrivelmente criativo e inventivo. Pena observar que isso pode ser tanto uma coisa boa quanto ruim...

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