quinta-feira, 12 de março de 2015

Os 12 Trabalhos de Herácles


Herácles, filho de Zeus e da mortal Alcmena, indubitavelmente, é o mais célebre e conhecido herói da mitologia grega, sendo conhecido por todo o mundo pelo nome que os romanos deram a ele, Hércules. Filho bastardo do Rei do Olimpo, durante toda sua vida foi perseguido pela ciumenta esposa de seu pai, Hera, a qual tentou dar um fim a sua vida por diversas vezes. Por conta disso, são atribuídas a ele diversas aventuras que é quase impossível esgotar o assunto. Porém, no presente artigo, pretende-se explorar apenas o eixo central de suas histórias: os Doze Trabalhos.

Ainda que sejam extremamente conhecidos, os Doze Trabalhos são uma temática vasta, aberta a diversas interpretações, disponíveis em diversos mídias e escritos de maneiras diferentes. Neste aspecto, tem-se o intuito de expor os elementos mais importantes e indispensáveis, para que o leitor possa chegar às suas próprias conclusões e interpretações.

Os Doze Trabalhos de Herácles, consistem em um castigo imposto ao herói por sua madrasta, Hera. A perversa deusa, enciumada, decidiu dar cabo ao herói e o amaldiçoou com a loucura. Durante um ataque da doença, Herácles matou sua família, a esposa, Mégara e os três filhos. Ao se dar conta do acontecido, Herácles se isolou da sociedade e passou a viver só no campo.


Após anos em solidão, seu primo, Teseu, o encontrou em uma pequena fazenda, levando a vida de um simples camponês, ao vê-lo em profunda tristeza, Teseu o convenceu a visitar o Oráculo de Delfos, para que este o ajudasse a recuperar sua honra perdida. 

Assim o filho de Zeus fez, viajou até Delfos e consultou o oráculo. Influenciado por Hera, o oráculo previu doze tarefas que deveriam ser realizadas pelo herói para que conseguisse retirar sua culpa e ao mesmo tempo torna-se imortal, libertando-se da maldição da loucura. Os doze trabalhos seriam dados pelo rei Eristeu, contudo não seriam simples, eram tarefas praticamente inexequíveis, as quais nenhuma mortal comum poderia concretizar. 

Os Doze Trabalhos foram: 


1) Matar o Leão de Nemeia

Segundo a lenda, o animal que vivia na região da Nemeia, no Peloponeso, atormentava os moradores que não conseguiam matá-lo. Sua pele era impenetrável, não podia ser perfurada com armas comuns. Na primeira tentativa de matar o leão, Herácles utilizou sua clava e um arco, porém fracassou. Na segunda vez, o herói dispensou qualquer tipo de arma e lutou apenas com as mãos, aplicando ao animal o célebre golpe "mata-leão", enforcando-o. Atena, aconselhou ao seu meio irmão: "O leão é invulnerável a tudo, menos a si mesmo!". Assim, Herácles utilizou as garras do animal para arrancar seu couro, o qual passou a utilizar como vestimenta, simbolizando sua vitória.



2) Matar a Hidra dos pântanos de Lerna:

Habitante de um pântano de difícil acesso, a Hidra era uma descrita como uma criatura com dez cabeças de serpente em um corpo de cão (algumas versões afirmam que possuía nove cabeças e/ou corpo de dragão). Além do seu tamanho descomunal, expelia um gás venenoso quando uma de suas cabeças era cortada. Vale ressaltar que quando decapitada uma cabeça, outras duas nasciam em seu lugar tornando o animal ainda mais poderoso.

Nesse trabalho, Herácles recebeu a importantíssima ajuda de seu sobrinho, Iolau, que cauterizava os cortes feitos pelo herói com uma tocha, de modo a impedir a regeneração das cabeças. Mesmo cortando todas as cabeças a Hidra ainda era capaz de lutar com suas garras, o que mostrou a Herácles sua imortalidade, assim o herói utilizou uma enorme pedra para enterrar o animal.

Dizem ainda que Hera enviou um caranguejo gigante para auxiliar a Hidra, mas este foi esmagado por Herácles, tornando-se a constelação de Câncer. Por fim, o semideus banhou suas flechas no veneno do monstro, para que pudesse utilizá-las em alguma tarefa futura.



3) Capturar a corça de Cerineia:

Pouco impressionado com o segundo trabalho, já que Herácles recebeu ajuda de Iolaus, Eristeu, pediu que ele buscasse a Corça de Cerineia, um animal lendário com cascos de bronze e chifres de ouro. Herácles alcançou o veloz animal depois de correr por um ano, quando o animal se cansou e parou para descansar um pouco. Neste momento o herói utilizou uma rede para capturá-la. Todavia, o animal se machucou, provocando a fúria da Deusa Ártemis, que era a guardiã da corça. Herácles explicou o motivo de ter feito aquilo e foi perdoado após colocar a culpa em Eristeu.

Outra versão conta que Herácles não queria machucá-la tamanha era sua beleza, contudo teve que utilizar uma flecha para feri-la e impedir que voltasse a correr. Após levá-lo no ombro para o rei, o animal foi liberto, para não provocar a ira de Ártemis.

Vale ressaltar que existem outras versões para esse trabalho, variando as formas como o semideus capturou a corça.


4) Prender o javali de Erimanto: 

O javali era assim chamado por viver em uma montanha chamada Erimanto. Todos os dias ele descia de seu covil na montanha até as aldeias próximas, atacando homens e animais em todo o campo, arrancando árvores e tudo que via pela frente com as suas presas, devastando tudo em seu caminho.

Herácles subiu até o covil do animal e com gritos ensurdecedores o expulsou do esconderijo. Assustado, o javali correu pela neve que cobria a montanha e após horas de fuga se cansou, dando a chance para o herói capturá-lo. Herácles levou o animal vivo nos ombros e o mostrou ao rei que tomado pelo medo saiu correndo e escondeu-se dentro de um caldeirão de bronze, pedindo desesperadamente que levassem o animal embora.


5) Lavar os estábulos do Rei Áugias:

Rei Áugias era um homem muito rico e possuí muitos animais. Seu rebanho era composto por cavalos, ovelhas, touros, vacas e cabras, todos reunidos em estábulos que nunca foram limpados. Nesse trabalho, o herói deveria limpar toda a sujeira em um único dia, o que seria praticamente impossível, tanto pelo volume, quanto pelo horrendo cheiro exalado pelo local. Foi então que Herácles teve a ideia de desviar dois rios em direção aos currais, limpando-os em poucos minutos.



6) Acabar com as aves do Lago Estínfale:

Depois de retornar dos estábulos exitoso, Euristeu enviou Herácles para uma tarefa mais complexa: afastar um enorme bando de pássaros que se reuniam em um lago perto da cidade de Estínfale. Em uma versão do mito, tais pássaros possuíam bicos e asas de ferro, eram enormes e devoravam humanos.

Chegando ao lago, que estava nas profundezas de uma densa floresta, Hércules avistou um numeroso grupo das terríveis aves e ficou bastante preocupado, pois não sabia como espantar todos. A deusa Atena veio em seu auxílio, proporcionando um par de "krotalas" bronze, instrumentos semelhantes a castanholas que seriam utilizados pelo herói para expulsar os animais.

Após utilizar o presente de Atena, os pássaros alçaram voo, mas em direção ao semideus que utilizou seu arco e as flechas embebidas no veneno da Hidra, derrotando a maioria das aves, as demais fugiram para outros locais.



7) Capturar o touro de Creta:

Conforme o mito, tal touro foi um sinal enviado a Minos, rei de Creta, pelo deus do Mar, Poseidon. Minos, filho do rei Astério, teria sido questionado quanto à sucessão ao trono e pediu a Poseidon que o ajudasse a comprová-la através de um sinal. Respondendo a pedido do rei, o deus enviou um touro que emergiu das águas do mar Egeu. Entretanto, este deveria ser sacrificado posteriormente em nome de Poseidon.

Encantado com a beleza do animal, Minos não obedeceu às ordens do deus e misturou o touro ao seu rebanho, sacrificando outro em seu lugar. Tendo percebido a farsa, Poseidon se enfureceu e transformou o belo touro em um animal selvagem enraivecido que passou a destruir tudo que cruzava seu caminho. Usando seus longos e afiados chifres, o touro passou a atacar a população da ilha, que passou a se isolar dentro de suas casas.

O touro só foi finalmente derrotado por Herácles, que em seu sétimo trabalho desembarcou em Creta, agarrou e dominou o touro pelos chifres e o levou para a Argólida montado em seu lombo. Lá o entregou a Euristeu que por sua vez ofereceu o animal a Hera, mas a deusa, recusou-o, pois se tratava de um presente oriundo de Herácles. Por fim, a deusa libertou novamente o animal que foi capturado mais tarde por Teseu nas planícies de Maratona.

Bônus: O touro de Creta também é conhecido por ser o pai do monstro Minotauro, pois a rainha de Creta, esposa de Minos, Pásifae, ficou apaixonada pelo animal após ser enfeitiçada por Afrodite, passando a mante relações sexuais com o animal.



8) Domar as éguas antropófagas de Diomedes:

Após capturar o Touro de Creta, Euristeu enviou Herácles para a região da Trácia, onde deveria domar as éguas comedores de homens de Diomedes, o rei de uma tribo trácia.  Herácles navegou com um grupo de voluntários pelo Mar Egeu até a Trácia. Lá, ele e seus companheiros dominaram as quatro éguas e conduziu-as à praia para levá-las em seus navios. Mas no momento em que ele chegou lá, Diomedes e seus guerreiros o atacaram na tentativa de recapturar os animais.


Para que pudesse lutar, o semideus deixou as éguas aos cuidados de um jovem chamado Abderos. Infelizmente, o rapaz não pode conter as monstruosas éguas, sendo devorado por elas.

Enquanto isso Herácles lutou contra os trácios, matou Diomedes, e fez o restante do exército se retirar. Em honra ao seu companheiro, Abderos, o herói fundou a cidade de Abdera.


9) Pegar o cinturão de Hipólita:

No nono trabalho, Eristeu exigiu que Herácles lhe trouxesse o cinto dourado de Hipólita, a intrépida rainha das amazonas. De acordo com a lenda, Admeta, filha do rei Eristeu, desejava o objeto e coube ao semideus buscá-lo.

Tal cinto de couro (ou de ouro em algumas versões) tinha sido dado a Hipólita por Ares, o deus da guerra, como prêmio por ela ser a melhor guerreira de todas as amazonas. Ela usava o cinto logo abaixo dos seios, no qual carregava sua espada e sua lança .

Após uma longa viagem, Herácles e seus companheiros desembarcaram na terra da amazonas e foram recebidos no porto pela rainha. Ela perguntou ao herói o motivo que o levara até ali, e quando ele a respondeu, prontamente foi recebeu uma resposta satisfatória, pois Hipólita lhe entregaria o cinto. No entanto, a deusa Hera soube da chegada de Herácles e disfarçada como um guerreira amazona espalhou entre o exército de mulheres a falsa notícia de que os estrangeiros recém chegados,vieram capturar a rainha. Prontamente as amazonas vestiram suas armaduras, empunharam suas armas e montaram em seus cavalos.

Ao chegarem na praia, Herácles avistou o exército cavalgando em sua direção. Como estavam todas armadas e vestindo armaduras, o herói logo imaginou que iriam atacar. Aproveitou os poucos segundos que teve e atacou a rainha, matando-a e retirando seu cinto.

Em seguida, uma violenta batalha se travou entre os guerreiros gregos e as amazonas, manchando a praia de sangue. Os gregos saíram vitoriosos e embarcaram em seus navios novamente, voltando juntamente com Herácles.


10) Roubar os rebanhos de bois de Gerião:

Gerião era um titã, filho dos titãs Crisaor e Calírroe. Vivia em uma ilha chamada Erítia, uma das míticas ilhas das Hespérides situadas na fronteira marítima entre Europa e a Líbia. Nesta ilha, Gerião mantinha um rebanho de gado vermelho guardado pelo irmão de Cérbero, Ortos, um cão de duas cabeças e por um monstruoso pastor, denominado Euritião. Gerião possuía três cabeças e três torsos, sendo descrito como um ser cruel, cuja deformidade ia até os quadris

Aqui, Apolodoro nos diz, Hércules construiu duas enormes montanhas, uma na Europa e outro na Líbia, para comemorar sua extensa jornada. Outros relatos dizem que o filho de Zeus dividiu uma montanha em duas. De qualquer forma, estas montanhas se tornaram conhecidas e receberam o nome de Colunas de Hércules. O estreito de Herácles, feito quando ele quebrou o monte, é agora chamado o Estreito de Gibraltar, encontra-se entre a Espanha e o Marrocos. É nessa região que as águas do Mediterrâneo se encontram com o Oceano Atlântico.

O roubo do gado não era uma tarefa tão difícil, em comparação com ao problema de Herácles ter que levado de volta à Grécia. Após matar o cão de duas cabeças com sua clava e o pastor dos gados, o herói teve de reunir todos os animais e levá-los até as embarcações que estavam atracadas nas margens do rio Ântemo. Porém, ao chegar lá, o filho de Zeus encontrou Gerião, o terrível titã de três cabeças. Gerião ficou enraivecido quando avistou seu rebanho e partiu para o ataque, mas foi derrotado por Herácles, que utilizou seu arco para derrubar o grandalhão à flechadas.

Tendo seguido sua viagem para Grécia, Herácles sofreu com alguns outros problemas, como a fuga de um dos touros que saltou ao mar e nadou para a Sicília. Além disso, dois filhos de Poseidon tentaram roubar os bois, porém o herói os matou.  A palavra nativa para o touro foi "Italus", e assim o país veio a ser nomeado após o touro, e foi chamado de Itália.

Herácles chegou à beira do Mar Jônico, imaginando que sua jornada estava finalmente à vista. Entretanto, Hera não estava disposta a deixar o herói finalizar este trabalho. Ela enviou um moscardo para atacar o gado e todo o rebanho se dispersou. Então, o semideus teve que correr ao redor Trácia reunir as vacas que fugiram. Finalmente, ele se reagrupou o rebanho e o entregou a Euristeu que sacrificou todos os animais em nome de Hera. Não se sabe quanto tempo Hércules gastou em toda a missão dos gados de Gerião, mas sabe-se que ele passou maior parte dela reunindo os gados fugidos.


11) Roubar as maças de ouro do Jardim das Hespérides: 

Pobre Herácles! Depois de oito anos e um mês, realizando os dez trabalhos sobre-humanos, ele ainda não seria libertado de sua maldição, pois Euristeu exigiu mais dois trabalhos do herói, haja vista o fato de o rei ter desconsiderado a morte da hidra ou a limpeza dos estábulos de Áugias, alegando que Herácles não os teria feito corretamente.

Euristeu ordenou então, que o herói trouxesse as maçãs de ouro que pertenciam a Zeus. Hera tinha dado tais maçãs a Zeus como presente de casamento, por isso certamente essa tarefa era impossível. Hera, jamais deixaria que aquelas maçãs fossem apanhadas.

Estas maçãs estavam em uma macieira que era mantida em um belíssimo jardim desconhecido pelos homens. O tal jardim se localizava no extremo norte do mundo e era protegido por um dragão de cem cabeças, chamado Ladão, além das Hespérides, ninfas filhas de Atlas, o titã que segurava os céus e a terra sobre os seus ombros. (Em algumas versões o jardim se situava no extremo oriente).

O primeiro empecilho para o herói era desconhecer o local onde o jardim se encontrava, assim ele precisou ir para o norte da Grécia, depois para a Líbia, para o Egito, para a Arábia e para a Ásia Menor, vivendo diversas aventuras e perigos por onde passou.

Em algumas dessas aventuras o herói encontrou Nereu, um deus marinho que o contou a localização do Jardim. Em outra aventura, no Cáucaso, o herói matou a águia que comia o fígado de Prometeu, o titã que foi castigado por Zeus após entregar o fogo à humanidade. Prometeu, agradecidamente indicou a Herácles que ao chegar nos jardins, pedisse ajuda a Atlas, seu irmão.

Quando Herácles finalmente chegou ao Jardim, teve de enfrentar o dragão. Em algumas versões ele o adormeceu, em outras ele o matou. Depois de passar pelo guardião policéfalo, o semideus pediu o auxílio de Atlas, assim como Prometeu sugeriu. Atlas prontamente atendeu ao pedido de ajuda, porém pediu a Herácles que segurasse o mundo por uns instantes enquanto colhia as maçãs. Desta forma, o herói segurou os céus e a terra, enquanto Atlas pegavas os frutos e aproveitava para descansar um pouco.

Todavia, o titã não queria voltar para seu castigo e disse a Herácles que levaria as maçãs pessoalmente ao rei Euristeu. O herói desconfiando da desculpada dada por Atlas, maliciosamente pediu que o ajudasse por um instante a colocar um pouco de lã nas costas para diminuir a dor. O titã caiu na armadilha de Herácles e segurou o mundo para que ele buscasse o estofado. Herácles, no entanto, apanhou as maçãs e fugiu.

Havia um problema final: como as maçãs pertenciam aos deuses, elas não poderia permanecer com Euristeu. Depois de todos os desafios para consegui-las, Herácles ainda teve de devolvê-las a deusa Atena, que as levou de volta para o jardim.



12) Descer ao Tártaro e capturar Cérbero:

Tendo terminado o décimo primeiro trabalho, Euristeu desesperou-se, pois o herói estava para quase concluído suas tarefas. Foi então que o rei pediu algo que seria praticamente impossível: comandou ao herói que fosse até as profundezas do Tártaro e buscasse a besta guardiã dos portões do inferno, o cão tricéfalo, Cérbero.

De acordo com Apolodoro, Cérbero era uma estranha mistura de criaturas: ele tinha três cabeças de cães selvagens e uma serpente na cauda, além de cabeças de cobras espalhadas pelas costas. Hesíodo, no entanto, diz que a Cérbero tinha cinqüenta cabeças devoradoras de carne crua.

Ao saber do último trabalho, Herácles sentiu-se fracassado, pois mesmo ele, filho de Zeus, tendo cumprido diversas tarefas perigosas, jamais acreditava que poderia realizar essa última missão. Todos que adentravam o mundo dos mortos jamais retornavam e Hades não era famoso por sua receptividade.

Nessa passagem do mito, mais uma vez nos encontramos com diferentes versões. Na primeira, Herácles recebeu o auxílio dos deuses Hermes e Atena, após orar por auxílio. Estes o acompanharam até o Tártaro. Ao chegarem nos portões do inferno, o herói e os deuses se depararam com o gigantesco cão e este uivou de maneira tenebrosa ao visualiza-los. Os portões então se abriram e Hades surgiu em meio às almas dos mortos. Tendo visto os dois deuses, o deus do submundo não atacou o mortal, questionando a presença deles. 

Herácles tomou a palavra e explicou tudo o que ocorrera e qual o motivo que o levara a perturbar o reino. Hades não gostou nada da notícia, mas ao saber que o herói era filho de Zeus, concedeu seu pedido. Deixou que ele levasse o cão, desde que não o machucasse e tivesse força o suficiente para carregá-lo nas costas.

Em uma segunda versão, o herói não recebeu nenhum auxílio dos deuses, tendo enfrentado o cão nas proximidades do portão de Aqueronte, um dos cinco rios do inferno. Nesta batalha ele utilizou somente os punhos, dominando a fera pelo pescoço da mesma forma que fizera com o Leão de Nemeia. Herácles recebeu diversas mordidas do animal, tanto das cabeças caninas quanto da cauda de serpente. Contudo, a força do herói sobressaiu e ele conseguiu arrastar a criatura até o rei Euristeu.

Chegando no palácio do rei, todos ficaram apavorados com o horrendo animal, inclusive o rei. Este o ordenou que devolvesse o cão para Hades e nunca mais retornasse ali. Finalmente Herácles terminou seus doze trabalhos, recebendo sua glória novamente. Alguns dizem que Hera não o deixou em paz, colocando outros problemas em seu caminho, porém ele não foi mais atormentado pela maldição da loucura.

Autor: Áviner Reis, Taberna Do Fauno

Bibliografia:
The Labors of Hercules - www.perseus.tufts.edu
Hércules, o herói civilizador - Jan Duarte
Enciclopédia de Mitologia - Editora Abril
O Livro de Ouro da Mitologia - Thomas Bulfinch

Imagens:
http://rubusthebarbarian.deviantart.com/art/Mighty-Heracles-Son-of-Zeus-116946879
http://shakara-the-furious.deviantart.com/art/Cerberus-287047337
http://www.deviantart.com/art/Apples-of-Hesperides-356652480
http://ilvira.ru/en/node/6
http://www.californiascapitol.com/wp-content/uploads/2012/07/Hercules-and-the-Augean-Stables.jpg
http://ecamarca.deviantart.com/art/Erymanthian-Boar-217895875
http://christos-martinis.deviantart.com/art/Hercules-kills-the-Nemean-lion-58740098
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http://xe-linn.deviantart.com/art/Hercules-161471568
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http://targete.deviantart.com/art/Hercules-the-Knives-of-Kush-4-131247429

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